Hoje, dia 8 de março, celebra-se o Dia Internacional da Mulher.
Este dia, assinalado desde 1911, pretende consciencializar o mundo para a existência de um passado de luta, injustiça, discriminação e desrespeito no universo feminino. A 8 de março de cada ano, festejam-se por todo o mundo as conquistas femininas em campos como a política, a sociedade, a economia e outros. Em alguns países como a Rússia ou a China, o Dia Internacional da Mulher é até feriado nacional.
Para assinalar a data, propusemo-nos olhar para dentro de casa. Afinal, o que é ser mulher no INEM?
Gabriela Salazar, de 31 anos, é psicóloga do INEM na delegação norte há cinco anos. A sua profissão é “um processo de crescimento constante onde, todos os dias, há desafios, lições, tarefas a desempenhar” que lhe permitem aprender e evoluir enquanto mulher e ser humano.
Cristina Nunes, 41 anos, operadora de central em Coimbra, afirma que trabalhar no INEM lhe “enche o peito” graças à satisfação que sente, depois de um dia de trabalho, ao saber que deu o seu melhor a pessoas que estão a passar por fases da vida complicadas.
A trabalhar desde 2004 como Técnica de Ambulância de Emergência (TAE) no INEM em Faro, Marlene Veloso, de 28 anos, não concorda com as ideias preconcebidas de que, por se ser mulher, se é mais frágil. Crê que, depois de tanta luta para serem vistas como iguais, as mulheres não se podem refugiar no seu género para deixarem de fazer certas coisas. Marlene não se sente nem prejudicada nem beneficiada por ser mulher e trabalhar no INEM e remata que, por vezes, tem “mais força do que alguns colegas homens”.
Nenhuma das três acredita que as diferenças entre homens e mulheres se refletem no seu trabalho. Consideram que as diferenças se processam apenas ao nível da personalidade e postura, vivências, a maneira de ser e a forma de lidar com as pessoas. Mas o género nada tem a ver com desempenho da sua profissão. Ainda assim, Cristina Nunes defende que as mulheres têm uma força enorme e, principalmente, se já tiverem passado pela experiência da maternidade. Acredita que isso engrandece muito a mulher, “criamos fortalezas, encaramos a vida com uma força diferente”.
No entanto, há alturas em que ser mulher se revela, de facto, vantajoso. Gabriela lembra um caso de uma mulher com deficiência mental cuja mãe se tinha suicidado e não deixava que ninguém se aproximasse dela, principalmente homens. Gabriela conseguiu abordá-la, acalmá-la e ajudá-la. Acredita que o ser mulher foi um “fator preponderante nesta saída”.
Por seu lado, Marlene não se recorda de nenhum momento específico onde o seu género tenha feito a diferença. Apenas sente que, no caso de doentes psiquiátricos femininos, consegue ter uma abordagem mais simples e fácil. Imagina que se possa dever ao facto de ter uma aparência mais meiga e frágil do que um homem.
Cristina afirma que a sensibilidade característica das mulheres as beneficia nas diversas situações profissionais. Por exemplo, nos casos ligados à maternidade, Cristina diz que sente uma maior à vontade ao lidar com esses, assim como uma maior capacidade de aconselhamento. É que a experiência do “já ter passado por lá” é tão importante quanto a parte técnica.
Feliz Dia da Mulher!