Desde a entrada em funcionamento do novo dispositivo de helicópteros do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), na passada semana, estes meios estiveram envolvidos em 13 missões de helitransporte no âmbito da emergência médica. Este novo dispositivo de meios aéreos passa pela utilização conjunta de helicópteros com outras entidades do Estado, rentabilizando os meios e recursos ao serviço do país.
Desde 1 de novembro de 2012 que os helicópteros ao serviço da emergência médica foram acionados 13 vezes. O INEM vê assim confirmada a aposta numa reorganização dos meios aéreos com base na partilha de recursos, já que todas as aeronaves utilizadas cumpriram com sucesso os serviços para os quais foram acionados.
É o caso das aeronaves KAMOV que realizaram dois transportes secundários (entre Hospitais) e um outro para transporte de órgãos para transplantação, tendo aterrados nos heliportos dos Hospitais de Faro, da Cova da Beira (Covilhã) e Centro Hospitalar Universitário de Coimbra. Destaque ainda para o helicóptero de Beja, criado no âmbito da nova distribuição geográfica destes meios, que realizou 31% do total de missões.
Pela primeira vez os Ministérios da Saúde e da Administração Interna decidiram iniciar um modelo de partilha de meios aéreos, procurando sinergias com ganhos de eficácia e de eficiência. Recorde-se que até junho de 2010 eram apenas dois os helicópteros do INEM disponíveis durante 24 horas por dia, colocados no Porto e em Lisboa para suprir todas as necessidades do País.
O dispositivo de helicópteros de emergência médica tem neste momento duas configurações:
1. Durante a fase “Charlie” de combate aos incêndios florestais (1 de junho a 30 de setembro), o INEM tem à disposição quatro helicópteros ligeiros com equipas médicas.
2. Nos restantes meses do ano, o INEM conta com cinco helicópteros com equipas médicas: dois helicópteros KAMOV e três helicópteros ligeiros.
Para além destas aeronaves estará disponível um helicóptero Eurocopter AS-350B3 Ecureuil, em Ponte de Sor (Distrito de Portalegre), este sem equipa médica. Permitirá ir aos locais das ocorrências e, se necessário, trazer a vítima com a equipa INEM terrestre para o Hospital de destino, melhorando a capacidade de evacuação aérea rápida de uma parte significativa da população do Alentejo. Refira-se ainda que para além destes meios, o INEM poderá utilizar outras das aeronaves que a Proteção Civil tenha em utilização, numa verdadeira partilha de meios.
A nova distribuição dos meios aéreos do INEM vem melhorar de forma muito significativa a cobertura de todo o território continental. A título de exemplo, alguns distritos da região Centro e do Alentejo passam a ter um meio aéreo disponível em muito menor tempo do que aquilo que acontecia neste momento, sendo portanto francamente beneficiados.
Com esta a partilha de meios aéreos em curso, o INEM conseguirá obter uma redução de custos de 2 milhões de euros, que serão aplicados na continuidade do crescimento do Instituto, com a abertura de novos meios, substituição de ambulâncias e viaturas médicas, investimentos em novas tecnologias, etc. Desde o passado dia 1 de outubro de 2012, o INEM reforçou a capacidade de resposta a situações de emergência médica com um aumento de 23 meios de socorro no dispositivo nacional de emergência médica pré-hospitalar, entre os quais 17 Ambulâncias de Suporte Básico de Vida, 5 Ambulâncias de Suporte Imediato de Vida e 1 Motociclo de Emergência.