Utilização de Desfibrilhadores em ambulâncias contribui para salvar duas vidas por dia
As estatísticas do primeiro semestre de 2013 revelam que a utilização de Desfibrilhadores Automáticos Externos (DAE) pelas ambulâncias contribuiu para que fossem salvas duas vidas por dia. O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) realizou nos últimos três anos um investimento de 1 milhão de euros, o que permitiu que atualmente circulem no país 518 ambulâncias equipadas com desfibrilhador.
Os Desfibrilhadores Automáticos Externos disponíveis nas ambulâncias de emergência/socorro do INEM e dos seus parceiros, nomeadamente Bombeiros, foram utilizados 2.199 vezes no primeiro semestre de 2013. A utilização dos desfibrilhadores traduziu-se em 48 vidas salvas no próprio local da ocorrência, ou seja, casos em que existiu uma recuperação de sinais externos de circulação sanguínea - como seja falar, mexer-se ou respirar – apenas com recurso ao Suporte Básico de Vida (SBV) e DAE.
Mas se se considerar a totalidade dos casos em que, além destas ambulâncias, também foram utilizados outros dos diversos recursos disponibilizados pelo INEM à população, nomeadamente viaturas médicas (com médico e enfermeiro) e ambulâncias de suporte imediato de vida (com técnico de ambulância e enfermeiro), o número de recuperações das paragens cardiorrespiratórias cresce de forma significativa. Nos primeiros seis meses do ano, registaram-se 354 casos em que as equipas de emergência médica pré-hospitalar conseguiram reverter a “morte” (paragem cardíaca) da vítima: ou seja, 2 vidas salvas por dia.
Ao longo dos últimos três anos o INEM efetuou um investimento significativo para dotar todas as ambulâncias de emergência/socorro existentes em Portugal (próprias do INEM, Postos de Emergência Médica e Postos Reserva dos Bombeiros) com o equipamento de DAE, processo que ficou concluído no passado mês de julho. Atualmente, circulam em território continental 518 ambulâncias equipadas com DAE, entre ambulâncias próprias do INEM (49) e ambulâncias disponibilizadas e operadas por Bombeiros e Cruz Vermelha Portuguesa (469).
Para além dos Desfibrilhadores disponibilizados pelo INEM, o Instituto deu ainda formação aos elementos que integram as equipas de socorro e que utilizam estes equipamentos. O investimento realizado pelo INEM está estimado em cerca de 1 milhão de euros (custos de aquisição de equipamento, cerca de 900 mil euros; custos de formação de operacionais, cerca de 100 mil euros).
O DAE é um dispositivo portátil que permite, através de elétrodos adesivos colocados no tórax de uma vítima em paragem cardiorrespiratória, analisar o ritmo cardíaco e recomendar ou não um choque elétrico. Este equipamento regista som, efetua eletrocardiograma (ECG), fornece indicações aos reanimadores, analisa os dados e indica ou não a administração do choque, segundo o algoritmo pré-definido.