INEM celebra protocolo para a constituição de plataforma de estudos para intervenção em crise e catástrofe
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), a Câmara Municipal do Porto, Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto, Hospital de São João e a Cruz Vermelha Portuguesa, entra outras entidades, assinam amanhã, dia 13 de dezembro, um protocolo de colaboração para a constituição de uma plataforma de estudos para a intervenção em crise e catástrofe. A assinatura deste protocolo irá decorrer no auditório da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação - Universidade do Porto, às 9h.
As situações de crise e catástrofe provocadas por fenómenos naturais (terramotos, erupções vulcânicas, enchentes, tornados, furacões, incêndios) ou por ação do ser humano (violência, crime, atentados, acidentes multivítimas), representam uma ameaça à integridade física e/ou emocional de quem nelas está envolvido, com possíveis consequências ao nível da saúde mental. Habitualmente os programas de saúde estão direcionados para cuidados médicos imediatos, sendo que é também importante, no entanto, a assistência psicossocial preventiva de traumas e problemas de saúde mental que possam no futuro afetar todos os envolvidos nesses incidentes.
Os estudos epidemiológicos mais recentes demonstram que as perturbações psiquiátricas e os problemas de saúde mental se tornaram, nas sociedades atuais, a principal causa de incapacidade e uma das principais causas de morbilidade, tal como reconhece o Plano Nacional de Saúde Mental 2007-2016. A intervenção em crise pretende modificar o estado de desequilíbrio gerado por um evento emocionalmente stressante que desorganiza as estratégias habituais de lidar com a situação, implicando conhecimentos e procedimentos específicos.
O presente Protocolo visa, assim, a constituição de uma Plataforma de Estudos para a Intervenção em Crise e Catástrofe, potenciando a articulação dos vários agentes do setor psicossocial, proteção civil, saúde e ensino superior que atuam neste domínio. Pretende-se refletir em conjunto sobre este tema e possibilitar a colaboração ou assessoria na gestão de cenários reais.
Pretende-se igualmente propor, para o futuro, modelos de prestação de cuidados de socorro e temáticas de formação e investigação sobre crise e catástrofe que potenciem o avanço do conhecimento nesta área. A Lei de Segurança Interna e a Lei de Bases da Proteção Civil contemplam já a articulação de diferentes entidades que atuam neste domínio (Proteção Civil, Bombeiros, INEM, Forças Policiais, e Instituições de Saúde), sendo objetivo deste protocolo potenciar, no âmbito da intervenção em crise ou catástrofe, esta articulação.