No dia que assinalou o arranque do ano letivo, 14 de setembro, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação assinaram um protocolo de formação extra curricular para o ensino secundário, no âmbito da promoção da saúde.
O documento assinado entre os dois ministérios prevê acordos de cooperação com vista à realização, ao nível nacional, de ações de formação, com vista à aquisição das competências básicas, necessárias ao socorro pré-hospitalar, e vai possibilitar formação em Suporte Básico de Vida (SBV) a todos os alunos que frequentem, este ano, o 10º ano de escolaridade.
O objetivo do protocolo é alargar este programa a outros anos de escolaridade e professores de forma a criar condições para que os alunos se tornem “mais autónomos e responsáveis em relação à sua saúde e à saúde de quem os rodeia”.
A cerimónia de assinatura decorreu na Escola Secundária Luís de Freitas Branco, em Paço D´Arcos (Oeiras) e contou com a participação do Diretor do Agrupamento de Escolas de Paço D`Arcos, Diretor-Geral da Educação e Presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
O Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, frisou que o protocolo “tira do papel” uma medida destinada a fazer com que os alunos não se limitem a olhar para a saúde como “uma ida ao médico ou ao hospital”, mas como algo que deve começar em cada um. Trata-se, segundo o Ministro da Saúde, de levar a segurança dos cidadãos para a escola “hoje damos início a um processo que visa alargar a todo o país a capacitação dos professores para transmitirem esse conhecimento”.
O Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, sublinhou que a escola tem de ser também um lugar de saúde e de ter espaço para a saúde. “Para que ao apelo humano, quando enfrentam uma situação de emergência, possam melhor responder”, afirmou, acrescentando que a educação para a saúde é já uma prática nas escolas portuguesas. “55% das nossas escolas já o fazem, vamos agora fazê-lo de uma forma estruturada”, concluiu.
Depois da assinatura do protocolo, foram entregues diplomas aos professores que já receberam a formação necessária por parte do INEM. Houve ainda lugar a demonstrações de SBV, num dos pátios da escola, com a colaboração de uma equipa do INEM.
O SBV não é mais do que um conjunto de procedimentos bem definidos e com metodologias padronizadas, que tem por objetivo reconhecer as situações de perigo de vida iminente, saber como e quando pedir ajuda e saber iniciar de imediato, sem recurso a qualquer equipamento, manobras que contribuam para a preservação da vida.
Os jovens são, numa sociedade que se pretende moderna, solidária e participativa, cidadãos alerta e ativos para novos desafios, o que torna este projeto inovador pois permite capacitar a comunidade escolar de competências e de responsabilidade cívica, através de uma aprendizagem participativa de SBV, centrando neles a importância que assumem como o primeiro elo da Cadeia de Sobrevivência.